A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) divulgou, na noite deste domingo (6), o áudio da cabine do VAR no momento da expulsão de Jonathan Jesus, do Cruzeiro, na derrota celeste por 3 a 0 para o Inter.
O jogo, válido pela 2ª rodada do Brasileirão, foi disputado no Beira-Rio, em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul.
Responsável pelo VAR na partida, Daiane Muniz concorda com o árbitro Marcelo de Lima Henrique, que, no campo, viu falta do defensor celeste em Wesley, do Inter, e um bloqueio de chance clara e manifesta de gol. Ela não orienta revisão do lance.
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“O defensor está atrás da linha da bola, ele não tem mais condições de disputar essa bola com esse jogador. Tem proximidade, tem domínio, distância curta da meta e só tem o goleiro à frente”, disse Muniz. Assista ao vídeo aqui.
Na súmula da partida, Marcelo de Lima Henrique escreveu que Jonathan “atinge com sua perna, a perna do adversário de forma imprudente na disputa de bola (…) impedindo uma clara oportunidade de gol”.
Analista de arbitragem da Globo, o ex-juiz Paulo Cesar de Oliveira avaliou que Marcelo de Lima Henrique errou na marcação. “Nem falta foi”, disse.
Cruzeiro na CBF
Nesta segunda-feira (7), conforme apurou Central da Toca e Samuca TV, o Cruzeiro enviará ofício pedindo punição aos árbitros Marcelo de Lima Henrique e Daiane Muniz, responsável pelo VAR no Beira-Rio.
Os mineiros querem que o Lima Henrique seja vetado definitivamente dos jogos do clube.
Indignação celeste
A única manifestação de dentro de campo veio ainda no intervalo, com o volante Lucas Romero. O argentino criticou duramente a arbitragem e afirmou que os equívocos “são sempre contra o Cruzeiro”. Nas redes, após o jogo, Gabigol ironizou a CBF.
Fora das quatro linhas, o CEO do clube, Alexandre Mattos, disparou contra a decisão no Beira-Rio: “Assalto a mão armada”, escreveu o dirigente em sua conta pessoal do Instagram.
No X (antigo Twitter), o perfil oficial do Cruzeiro classificou a expulsão como “completamente absurda“.
“Um lance em que o atleta não comete a falta e o clube terá que atuar mais de 70 minutos com um jogador a menos, por erro gigantesco da arbitragem e do VAR”, publicou o clube.
Em nota divulgada em seu site oficial, o Cruzeiro usou termos como ‘arrogância’, ‘incapacidade’ e ‘fim da paciência’ para comentar o episódio no Rio Grande do Sul.

