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Dudu, do Cruzeiro, detona utilização da grama sintética no Brasil: ‘Legal para o time da casa’

Atacante foi multicampeão pelo Palmeiras no gramado sintético do Allianz Parque, mas liderou campanha recente contra esse tipo de piso no país

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Multicampeão com a camisa do Palmeiras no gramado sintético do Allianz Parque, em São Paulo, Dudu, do Cruzeiro, detonou a utilização desse tipo de piso em jogos do futebol brasileiro. Segundo o atacante, o time mandante leva vantagem, além do alto risco de lesão para os atletas.

Nesta quarta-feira (26), em entrevista coletiva na Toca da Raposa II, em Belo Horizonte, Dudu comentou sobre o tema e relembrou a grave lesão no joelho direito, sofrida em 2023, quando era jogador do Palmeiras.

Há pouco mais de um mês, Dudu, Gabigol e outros atletas do futebol brasileiro, como Neymar e Lucas Moura, participaram de uma campanha contra a utilização da grama sintética no país. À época, eles afirmaram que esse piso gera mais riscos aos atletas.

“Quando estava no Palmeiras, eu gostava de jogar. É igual você. Você tem um carro, vai ao interior, bate o carro e capota. Vai querer trocar, né? Eu machuquei meu joelho e fiquei um ano sem jogar futebol. Depois que machuquei o joelho, achei que a grama sintética teve um pouco de ajuda para isso acontecer. Infelizmente, os times que utilizam a grama sintética vão falar que não atrapalham, que não tem nada a ver, mas tem”, iniciou.

De acordo com o camisa 7 do Cruzeiro, as equipes que enfrentam mandantes com gramado sintético costumam sofrer nos primeiros minutos das partidas. Dudu avaliou que o jogo, de forma geral, fica bem mais rápido.

“Joguei na grama sintética por muito tempo. Normalmente, os times que iam jogar na grama sintética eram prejudicados. O jogo fica mais rápido, você demora a pegar o quique da bola. Falo porque sei o que é jogar na sintética e na grama normal. Não falei para ir contra o Palmeiras, falei o que sinto do meu coração”

Dudu, do Cruzeiro, sobre os gramados sintéticos no Brasil

Comparação com grama natural

Desde a campanha lançada pelos jogadores, o debate aumentou com relação aos riscos de lesões nas gramas sintética e natural.

Na visão de Dudu, o número de lesões em gramados naturais só é maior por causa da quantidade de times que atuam nesse formato.

“É um debate complicado, porque, às vezes, as pessoas falam que os atletas se machucam mais na grama natural. Claro que vai machucar mais na natural, porque tem mais grama natural que a sintética. Mas a sintética é boa e legal para o time da casa, o jogo fica mais rápido. 85% da minha lesão, se fosse na grama natural, eu poderia não ter machucado. Machuquei meu joelho na grama sintética e fiquei um ano parado”, desabafou.

Na sequência, Dudu ressaltou as dificuldades enfrentadas no longo período em que desfalcou o Palmeiras.

“Só quem machuca o joelho sabe o quanto é difícil para voltar a ser competitivo, para voltar ao seu nível da forma física. Em alguns momentos, no segundo tempo, a gente cansa. Um ano sem jogar é dolorido. O jogador gosta de estar dentro de campo. Gosto de jogar. Quem tem grama sintética vai sempre defender e, quem não tem, vai falar que é ruim. Os times que jogam contra passam 10, 15 minutos sofrendo, a velocidade e os passes são outros”, encerrou o atacante.

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Leonardo Gimenez
Leonardo Garcia Gimenez é repórter do Central da Toca e jornalista formado pelo UniBH. Com foco em futebol e vôlei, fez a cobertura do Cruzeiro no esporte digital da Itatiaia entre 2022 e 2025. Antes, trabalhou na Record TV.
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